Mirelle Pinheiro

A vítima, de 14 anos, foi encaminhada ao hospital, onde passou por cirurgia. O adolescente investigado foi internado provisoriamente

Giovanna Sfalsin
12/10/2026 14:54
Divulgação/Polícia Civil
Um adolescente de 13 anos foi internado provisoriamente após atirar no rosto de um colega com uma pistola calibre 9 milímetros em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no sábado (10/10), depois que o garoto teve acesso à arma do pai, que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A internação foi determinada pela Justiça a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com prazo máximo de 45 dias. O adolescente é investigado pela prática de ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio qualificado.
Segundo o delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR) Rodrigo Moura, o pai do garoto não estava em casa no momento do disparo e teria deixado a arma em local de fácil acesso. Ainda de acordo com o investigador, o adolescente estava com amigos, irritou-se com a bagunça no local, pegou a pistola e atingiu um dos colegas.
A vítima, de 14 anos, foi encaminhada ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia. O MPSC informou que a Justiça determinou a continuidade do acompanhamento médico e psicológico do adolescente ferido.
Investigação
O pai do adolescente também é investigado, em tese, por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro
Durante as diligências, foram apreendidos na residência uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.
Na representação apresentada ao Judiciário, o MP sustentou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para o enquadramento provisório do caso como tentativa de homicídio qualificado. Entre os fatores apontados estão o uso de arma de fogo de uso restrito e a idade da vítima, menor de 14 anos.
A magistrada acolheu o pedido de internação provisória, considerando os indícios reunidos, a gravidade do ocorrido e as circunstâncias do caso.
Além da internação, a Justiça determinou a realização de avaliação psicossocial e o acompanhamento psicológico do adolescente investigado, assim como o encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado.
A decisão também prevê a realização de exames periciais, a obtenção de documentos médicos sobre o estado de saúde da vítima e a continuidade das investigações para esclarecer as circunstâncias do disparo.


