EE Explica: Entenda o fair play financeiro do futebol brasileiro

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) criou um painel em seu site com informações sobre as dívidas dos clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro.

Na plataforma, é possível checar o valor da dívida de cada um, de acordo com os balanços financeiros em 31 de dezembro, e sobre pagamentos em atrasos, que cada equipe precisa relatar três vezes ao ano para a agência – a última janela foi a de julho.

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A soma das dívidas dos clubes da primeira divisão é de R$ 22,08 bilhões, enquanto as equipes da Série B devem R$ 2,92 bilhões.
Bola do Brasileirão 2026 — Foto: Gilson Lobo/AGIF
O ranking mostra que o Corinthians é o clube com a maior dívida entre os da elite nacional, com R$ 2,76 bilhões até o fim de 2025, mas com o Atlético-MG como a equipe com a maior dívida de curto prazo (vencimento em 12 meses), R$ 1,36 bilhão.
Na outra ponta está o Mirassol, cujo passivo total foi de R$ 11 milhões.
Na Série B, o maior devedor é o Sport, com R$ 422 milhões, seguido do Náutico, com R$ 292 milhões. O CRB, por outro lado, tinha dívida de R$ 900 mil no fim de 2025.
Veja o ranking com os 40 clubes das Séries A e B:
- Corinthians: R$ 2,76 bilhões
- Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
- São Paulo: R$ 2,45 bilhões
- Botafogo: R$ 2,01 bilhões
- Palmeiras: R$ 1,58 bilhões
- Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão
- Internacional: R$ 1,27 bilhão
- Flamengo: R$ 1,26 bilhão
- Santos: R$ 1,23 bilhão
- Vasco: R$ 1,10 bilhão
- Fluminense: R$ 1,04 bilhão
- Grêmio: R$ 936 milhões
- Bragantino: R$ 772 milhões
- Sport: R$ 422 milhões
- Vitória: R$ 408 milhões
- Bahia: R$ 407 milhões
- Athletico: R$ 405 milhões
- Náutico: R$ 292 milhões
- Fortaleza: R$ 291 milhões
- América-MG: R$ 283 milhões
- Avaí: R$ 268 milhões
- Ponte Preta: R$ 240 milhões
- Ceará: R$ 217 milhões
- Coritiba: R$ 185 milhões
- Vila Nova: R$ 175 milhões
- Chapecoense: R$ 174 milhões
- Novorizontino: R$ 167 milhões
- Goiás: R$ 114 milhões
- Botafogo-SP: R$ 89 milhões
- São Bernardo: R$ 77 milhões
- Athletic: R$ 72 milhões
- Londrina: R$ 60 milhões
- Atlético-GO: R$ 42 milhões
- Cuiabá: R$ 40 milhões
- Remo: R$ 37 milhões
- Criciúma: R$ 37 milhões
- Juventude: R$ 29 milhões
- Mirassol: R$ 11 milhões
- Operário-PR: R$ 4,2 milhões
- CRB: R$ 900 mil
Caio Resende, que preside a agência de Fair Play Financeiro — Foto: Junior Souza / CBF
A agência também criou um quadro em que mostra os pagamentos em atraso de cada clube: salários, transferências e impostos. Dos 20 times da primeira divisão, só seis relataram não ter dívidas do tipo até 30 de junho – a próxima janela de autodeclaração é 30 de novembro.
Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino foram os únicos a demostrarem não ter pagamentos vencidos.
Nesta semana, a agência publicou decisões em que impôs a Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo prazos de 45 dias para pagarem dívidas contraídas neste ano sob pena de serem punidos com transfer bans.
A partir de novembro, de acordo com o regulamento de Fair Play Financeiro em vigor desde janeiro, os clubes poderão ser sancionados por dívidas anteriores a 2026.
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O fim desse período de transição – por enquanto, as penas são aplicadas apenas a dívidas de contratos assinados nesta temporada – já fez os clubes se mexerem. Há uma movimentação para pedir que as penas sejam adiadas ao menos até o fim de 2027, mas preferencialmente até 2028.
A Anresf ainda não recebeu uma proposta para ser analisada.


