EE Explica: Entenda o fair play financeiro do futebol brasileiro

Marcelo Paz é demitido do Corinthians; setorista explica saída
Marcelo Paz é demitido do Corinthians; setorista explica saída · Imagem: Source: ge.globo.com

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) criou um painel em seu site com informações sobre as dívidas dos clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro.

Grêmio sofre transfer ban preventivo por regra do fair play financeiro
Grêmio sofre transfer ban preventivo por regra do fair play financeiro · Imagem: Source: ge.globo.com

Na plataforma, é possível checar o valor da dívida de cada um, de acordo com os balanços financeiros em 31 de dezembro, e sobre pagamentos em atrasos, que cada equipe precisa relatar três vezes ao ano para a agência – a última janela foi a de julho.

Agência de Fair Play cria painel com dados sobre dívida de clubes; veja ranking dos maiores devedores
Agência de Fair Play cria painel com dados sobre dívida de clubes; veja ranking dos maiores devedores · Imagem: Source: ge.globo.com

+ Clique aqui para acessar o painel da Anresf

Marcelo Paz é demitido do Corinthians; setorista explica saída

A soma das dívidas dos clubes da primeira divisão é de R$ 22,08 bilhões, enquanto as equipes da Série B devem R$ 2,92 bilhões.

Bola do Brasileirão 2026 — Foto: Gilson Lobo/AGIF

O ranking mostra que o Corinthians é o clube com a maior dívida entre os da elite nacional, com R$ 2,76 bilhões até o fim de 2025, mas com o Atlético-MG como a equipe com a maior dívida de curto prazo (vencimento em 12 meses), R$ 1,36 bilhão.

Na outra ponta está o Mirassol, cujo passivo total foi de R$ 11 milhões.

Na Série B, o maior devedor é o Sport, com R$ 422 milhões, seguido do Náutico, com R$ 292 milhões. O CRB, por outro lado, tinha dívida de R$ 900 mil no fim de 2025.

Veja o ranking com os 40 clubes das Séries A e B:

- Corinthians: R$ 2,76 bilhões

- Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões

- São Paulo: R$ 2,45 bilhões

- Botafogo: R$ 2,01 bilhões

- Palmeiras: R$ 1,58 bilhões

- Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão

- Internacional: R$ 1,27 bilhão

- Flamengo: R$ 1,26 bilhão

- Santos: R$ 1,23 bilhão

- Vasco: R$ 1,10 bilhão

- Fluminense: R$ 1,04 bilhão

- Grêmio: R$ 936 milhões

- Bragantino: R$ 772 milhões

- Sport: R$ 422 milhões

- Vitória: R$ 408 milhões

- Bahia: R$ 407 milhões

- Athletico: R$ 405 milhões

- Náutico: R$ 292 milhões

- Fortaleza: R$ 291 milhões

- América-MG: R$ 283 milhões

- Avaí: R$ 268 milhões

- Ponte Preta: R$ 240 milhões

- Ceará: R$ 217 milhões

- Coritiba: R$ 185 milhões

- Vila Nova: R$ 175 milhões

- Chapecoense: R$ 174 milhões

- Novorizontino: R$ 167 milhões

- Goiás: R$ 114 milhões

- Botafogo-SP: R$ 89 milhões

- São Bernardo: R$ 77 milhões

- Athletic: R$ 72 milhões

- Londrina: R$ 60 milhões

- Atlético-GO: R$ 42 milhões

- Cuiabá: R$ 40 milhões

- Remo: R$ 37 milhões

- Criciúma: R$ 37 milhões

- Juventude: R$ 29 milhões

- Mirassol: R$ 11 milhões

- Operário-PR: R$ 4,2 milhões

- CRB: R$ 900 mil

Caio Resende, que preside a agência de Fair Play Financeiro — Foto: Junior Souza / CBF

A agência também criou um quadro em que mostra os pagamentos em atraso de cada clube: salários, transferências e impostos. Dos 20 times da primeira divisão, só seis relataram não ter dívidas do tipo até 30 de junho – a próxima janela de autodeclaração é 30 de novembro.

Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino foram os únicos a demostrarem não ter pagamentos vencidos.

Nesta semana, a agência publicou decisões em que impôs a Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo prazos de 45 dias para pagarem dívidas contraídas neste ano sob pena de serem punidos com transfer bans.

A partir de novembro, de acordo com o regulamento de Fair Play Financeiro em vigor desde janeiro, os clubes poderão ser sancionados por dívidas anteriores a 2026.

Grêmio sofre transfer ban preventivo por regra do fair play financeiro

O fim desse período de transição – por enquanto, as penas são aplicadas apenas a dívidas de contratos assinados nesta temporada – já fez os clubes se mexerem. Há uma movimentação para pedir que as penas sejam adiadas ao menos até o fim de 2027, mas preferencialmente até 2028.

A Anresf ainda não recebeu uma proposta para ser analisada.