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Com déficit estimado de 1.233 auditores, defesa agropecuária enfrenta desafios para acompanhar o crescimento da produção brasileira

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Anffa Sindical | Conteúdo patrocinado

15/10/2026 15:56

Carta aberta aos candidatos à Presidência da República
O Brasil avança para uma escala de produção capaz de alimentar cerca de 1 bilhão de pessoas. Essa conquista é resultado do trabalho de produtores, pesquisadores, empresas, trabalhadores do campo e também de uma estrutura pública responsável por assegurar a qualidade, a sanidade e a segurança do que é produzido no país. É nesse sistema que se insere a defesa agropecuária, política de Estado essencial à saúde pública, à produção nacional e à manutenção e ampliação dos mercados internacionais.
A força que alimenta o mundo
O agronegócio brasileiro é um dos principais pilares da economia nacional, responsável pela geração de empregos, atração de investimentos, desenvolvimento regional e fortalecimento da balança comercial. Proteger essa capacidade produtiva é uma questão estratégica para a soberania econômica do país.
A proteção da produção brasileira
A defesa agropecuária exerce papel essencial nesse sistema. É responsável pela prevenção e pelo controle de pragas e doenças, fiscalização de produtos e insumos, inspeção sanitária e certificação dos requisitos exigidos pelos mercados internacionais.
Trata-se de uma função estratégica e indelegável do Estado, que garante segurança aos produtores, confiança aos consumidores e credibilidade às exportações brasileiras.
A produção cresce. A fiscalização precisa acompanhar
A dimensão dessa responsabilidade cresce junto com a produção nacional. Para se ter uma ideia, o IBGE estima que o Brasil encerre 2026 com uma produção de 353 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Já a Conab projeta o montante de 362 milhões de toneladas de grãos para a safra 2025/2026, com crescimento de 2,6% em relação ao ciclo anterior.
Esse crescimento exige uma fiscalização moderna, eficiente e proporcional à importância econômica do setor, com recomposição planejada do quadro de profissionais, investimentos em tecnologia e melhor aproveitamento dos recursos públicos.
O custo de não investir na prevenção
Hoje, porém, a defesa agropecuária enfrenta desafios estruturais. Os dados apresentados pela categoria apontam para 2.461 auditores em atividade e um déficit estimado de 1.233 profissionais.
A recomposição do quadro de auditores, a valorização salarial compatível com a complexidade técnica, a responsabilidade e o caráter estratégico da carreira, bem como a previsibilidade orçamentária devem ser compreendidas como investimentos estratégicos na proteção da economia nacional.
Prevenir crises sanitárias, evitar perdas produtivas e preservar mercados internacionais é mais eficiente e menos oneroso do que enfrentar as consequências de eventuais falhas na fiscalização.
Na defesa agropecuária, prevenir é essencial. A redução de recursos para vigilância, fiscalização, monitoramento e laboratórios compromete a capacidade de resposta do Estado e pode gerar impactos em toda a cadeia produtiva.
Importante ressaltar que os mecanismos de autocontrole adotados pelo setor privado não substituem a presença do Estado. A fiscalização pública independente permanece essencial para assegurar confiança aos consumidores e credibilidade aos produtos brasileiros.
Fronteiras protegidas, economia segura
Por isso, um país que alimenta o planeta não pode deixar suas fronteiras agropecuárias desguarnecidas.
O Auditor Fiscal Federal Agropecuário opera na linha de frente da segurança nacional, impedindo que ameaças à segurança sanitária, incluindo ações criminosas e a introdução deliberada de agentes biológicos destruam a credibilidade duramente construída pelo Brasil no exterior.
Descuidar dessa engrenagem é colocar em risco o motor da economia nacional.
O Brasil já demonstrou capacidade para ampliar sua produção. O próximo passo é garantir que esse crescimento seja acompanhado pela mesma capacidade de proteger, fiscalizar e certificar o que produzimos.
Em um mercado internacional cada vez mais exigente em sanidade, rastreabilidade e segurança dos alimentos, uma defesa agropecuária fortalecida contribui para preservar os mais de 700 mercados abertos em mais de 200 países e também para ampliar exportações e fortalecer a presença dos produtos brasileiros no mundo.
Uma agenda de Estado para o futuro do Brasil
Diante desse cenário, o Anffa Sindical defende que a próxima gestão federal trate a defesa agropecuária como prioridade estratégica de Estado, com planejamento de longo prazo e compromisso com a eficiência da fiscalização.
Um país que alimenta o mundo precisa ser capaz de proteger aquilo que produz. Fortalecer a defesa agropecuária é defender a segurança nacional, a economia, os empregos e o futuro do Brasil. Este é um compromisso que ultrapassa governos e deve fazer parte do projeto de futuro do país.
Anffa Sindical
Site
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa da carreira de auditor fiscal federal agropecuário (Affa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Com atuação em todo o território nacional, representa auditores ativos, aposentados e pensionistas e atua na defesa das prerrogativas da carreira e no fortalecimento da fiscalização federal agropecuária.
Os auditores fiscais federais agropecuários desempenham papel estratégico na segurança alimentar e na economia brasileira, com atuação em toda a cadeia produtiva, do campo à mesa, desde a fiscalização em propriedades rurais e indústrias até o controle sanitário no comércio e no consumo final.
Também atuam na vigilância agropecuária internacional em portos, aeroportos e fronteiras e na certificação sanitária que viabiliza exportações e importações de produtos agropecuários.


