Já imaginou chegar aos 194 anos? Esse é a idade de uma tartaruga chamada Jonathan. Para entender o que está por trás da longevidade do animal, pesquisadores analisaram o genoma e epigenoma do animal, considerado o bicho terrestre vivo mais velho do mundo.Eles descobriram que o DNA de Jonathan possui diversas variantes genéticas que ajudam a tartaruga a sobreviver. Ele repara o material genético danificado, regula o metabolismo e ainda combate a ocorrência de câncer. Os resultados foram publicados na revista Science nessa quarta-feira (7/10). Leia também É o bicho!Tartaruga-gigante-de-Galápagos comemora 60 anos com banquete especial É o bicho!Tartaruga é resgatada em estado grave após nadar por mais de 8 mil km CiênciaTartarugas marinhas usam campo magnético, mas podem se perder no mar É o bicho!Guinness homenageia tartaruga de 194 anos, a mais velha do mundo Os padrões químicos nos genes do animal também chamaram a atenção dos pesquisadores. As investigações indicam que eles protegem o funcionamento saudável das mitocôndrias de Jonathan – as estruturas são semelhantes a uma bateria que fornece energia às células.Também foram comparados os padrões de metilação dos genes. A análise observa modificações químicas do DNA que podem controlar se um gene é ligado ou desligado.Na comparação entre Jonathan, que é uma tartaruga-gigante-de-aldabra (Aldabrachelys gigantea), e outras tartarugas-gigantes (A. gigantea e Chelonoidis abingdonii), percebeu-se que os padrões em vários genes eram parecidos com os de uma tartaruga idosa. No entanto, no bicho de 194 anos, os genes ligados à função mitocondrial eram mais semelhantes aos de animais mais jovens. Ainda não se sabe o quanto o padrão químico contribui para Jonathan viver tanto — a pergunta norteará o próximo estudo dos cientistas. Enquanto isso a tartaruga vive bem e, há poucos meses, o “vovô” foi visto acasalando com sua companheira.






