Myriam Ellis (Rio de Janeiro, 18 de outubro de 1922 — São Paulo, 25 de maio de 2017) foi uma historiadora, pesquisadora e professora universitária brasileira, com destacada atuação acadêmica na Universidade de São Paulo.

Biografia Filha do historiador Alfredo Ellis Jr. e de Hilda Backheuser, nasceu no Rio de Janeiro a 18 de outubro de 1922. Seu avô paterno era o senador Alfredo Ellis, cuja mãe, Maria do Carmo da Cunha Bueno, era irmã do barão Francisco da Cunha Bueno e da Baronesa do Tietê. Faleceu na cidade de São Paulo, em 25 de maio de 2017, em decorrência de uma grave pneumonia.

Carreira Concluiu o ensino secundário no Liceu Nacional Rio Branco, em 1939, e, entre 1940 e 1941, frequentou o Colégio Universitário – Seção de Letras, vinculado à então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Formou-se Bacharel em Letras Neolatinas em 1944 e, posteriormente, obteve os títulos de bacharelado e licenciatura em Geografia e História em 1951 pela mesma instituição. Ingressou na carreira acadêmica em 1952, como assistente da Cadeira de História da Civilização Brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, unidade que mais tarde se tornaria a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Em 1955, concluiu o doutorado em Ciências, na área de História da Civilização Brasileira. Tornou-se professora assistente em 1962 e, no ano seguinte, passou a reger a Cadeira de História da Civilização Brasileira no curso noturno, função que exerceu até 1971. Em 1966, obteve o título de livre-docente na mesma área. Entre 1971 e 1973, assumiu interinamente a disciplina de História do Brasil. Em 1973, foi aprovada em concurso para professora titular, cargo que ocupou até 1985. Durante sua trajetória institucional, exerceu também funções administrativas relevantes, como a chefia do Departamento de História da FFLCH-USP entre 1974 e 1978. Paralelamente, desempenhou atividades de gestão cultural e científica. Foi diretora do Instituto de Estudos Brasileiros entre 1981 e 1985 e dirigiu o Museu da Casa Brasileira de 1979 a 1985, órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Também integrou importantes entidades acadêmicas, como a Academia Paulista de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Obras

1) Livros 1.1) O Monopólio do Sal no Estado do Brasil (1955); 1.2) Contribuição ao estudo do abastecimento das zonas mineradoras do Brasil no século XVIII (1961); 1.3) As Feitorias Baleeiras Meridionais do Brasil Colonial, 2 volumes (1966); 1.4) Primórdios da Indústria Saladeiril no Brasil colonial (1968); 1.5) A Presença de Raposo Tavares na Expansão Paulista (1970); 1.6) Paulistas nos Sertões do Ouro (1971); 1.7) São Paulo, de Capitania à Província (1975); 1.8) O Café. História e Literatura (1977); 1.9) Afonso D'Escragnolle Taunay no centenário de seu nascimento (1977); 1.10) Comerciantes e contratadores no passado colonial - Uma hipótese de trabalho (1982); 1.11) Perfil de um Republicano histórico no arquivo de família - O Senador Alfredo Ellis (1989); 1.12) São Paulo de Piratininga e o Bandeirismo - Apontamentos para a memória histórica paulista (1998).

2) Conferências 2.1) O Senador Alfredo Ellis (1950); 2.2) Alfredo Ellis Júnior, 1896-1974 (1977).

Referências