Na Mira

Segundo o MP-BA, os pagamentos buscavam fazer com que o tenente-coronel não combatesse a milícia na região

Larice de Paula

07/10/2026 09:10
Reprodução / Redes sociais
Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia, identificado como Luiz Augusto Normanha de Carvalho (foto em destaque), foi preso nesta quarta-feira (7/10), durante a terceira fase da Operação Terra Justa. Ele é suspeito de receber R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado como chefe de uma milícia armada que atuava na região de Correntina, no oeste da Bahia. O sargento foi identificado pelo Ministério Público da Bahia como Carlos Erlani Gonçalves Santos.
O oficial foi preso em Santa Maria da Vitória em ação da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e da Corregedoria da Polícia Militar.
Segundo o MP-BA, a milícia prestava serviços de segurança privada para fazendeiros envolvidos em conflitos fundiários e era utilizada para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras.
“A denúncia aponta que o oficial mantinha uma relação estável de favorecimento ao grupo criminoso. Além dos repasses financeiros, ele teria colaborado para o funcionamento da milícia, contribuindo para a definição de escalas de vigilantes armados e criando condições favoráveis para a continuidade das atividades ilegais. Também há indícios de que o tenente-coronel utilizou a influência e o prestígio do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região após a prisão do sargento da reserva”, informou o MPBA.
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A coluna Na Mira tenta localizar defesa do tenente-coronel. O espaço segue aberto para posicionamentos.
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As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, em conjunto com órgãos de segurança pública da Bahia.
Oficial recebia R$ 15 mil por mês
Luiz Augusto é investigado pelo MP-BA por corrupção passiva militar. Segundo as apurações, o oficial teria recebido pagamentos frequentes do sargento da reserva, geralmente no valor de R$ 15 mil por mês.
Ainda de acordo com o Ministério Público, os pagamentos tinham como objetivo fazer com que o tenente-coronel deixasse de combater a atuação da milícia armada na região.


