Como as pesquisas eleitorais funcionam?

Crédito: Felipe Pahor/Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Ibovespa deve reagir ao IPCA-15 de outubro e ao último debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno. A pesquisa Datafolha mostra empate entre os candidatos, mantendo a incerteza eleitoral. O mercado também observa a temporada de balanços e as tensões no Oriente Médio, que afetam o petróleo e ações como Petrobras e Vale. Na quinta, o Ibovespa caiu 1,15%, com o dólar a R$ 5,0394. Nos EUA, índices mistos e queda nos pedidos de auxílio-desemprego foram destaque.

O Ibovespa hoje teve um pregão de agenda cheia, o último antes do 2º turno das eleições de 2026 marcado para o domingo (25).

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Além da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro, o mercado monitora os novos desdobramentos da corrida presidencial, com a realização do último debate transmitido pela TV Globo, às 21h20, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O principal índice da B3 reverteu as perdas da manhã e fechou o dia em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos. A aposta em uma vitória de Flávio também favoreceu o real, em um dia de alta do dólar no exterior. A moeda americana teve queda de 0,92% contra a brasileira, cotada a R$ 4,9931.
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O EWZ, ETF de ações brasileiras em Nova York, subiu 1,77%.
O mercado repercutiu a nova pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira (22), que mostrou empate entre Flávio Bolsonaro e Lula, com 50% dos votos válidos para cada candidato.
No total de intenções de voto, o senador apareceu com 47%, enquanto o presidente passou de 45% para 46%. A proximidade entre os candidatos mantém a disputa eleitoral no centro das atenções dos investidores, que acompanham os possíveis impactos do resultado das urnas sobre a política fiscal e econômica a partir de 2027.
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Na agenda doméstica, a atenção recai sobe o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice registrou alta de 0,32% em outubro, após ter subido 0,70% em setembro. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,37%, com teto de avanço de 0,50% e mediana positiva de 0,44%.
Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,15% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,62%, abaixo da mediana das projeções (+4,74%), com estimativas quem iam de 4,47% a 4,81%.
“O resultado veio abaixo do piso das estimativas, mas o alívio se concentrou em energia elétrica e passagens aéreas, enquanto alimentos e combustíveis subiram, itens sujeitos a choques de oferta e que são pouco afetados por juros”, avalia Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
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Petróleo sobe e Brent supera US$ 116
No cenário internacional, o petróleo também permanece no radar, diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos riscos de interrupção da oferta global. Nesta manhã, os contratos futuros de petróleo avançam, estendendo os ganhos da sessão anterior, em meio a persistentes tensões no Oriente Médio que sustentam temores sobre eventuais cortes de oferta.
Ataques entre Houthis (movimento político-religioso e grupo armado) e Arábia Saudita, no Mar Vermelho, e preocupações de que Estados Unidos e Israel retomem operações militares contra o Irã seguem no radar. O WTI para dezembro subiu 3,82% na Nymex, a US$ 103,27 o barril, e o Brent para o mesmo mês deu um alto de 3,14% na ICE, a US$ 116,72 o barril.
“Esse cenário amplia os riscos de interrupção dos fluxos de petróleo pelo estreito de Bab el-Mandeb, que vem servindo como rota alternativa diante das restrições a parte do transporte pelo estreito de Ormuz. Com isso, o mercado precifica a possibilidade de redução das exportações de petróleo do Oriente Médio em meio à escalada das tensões entre a Arábia Saudita e os houthis”, diz Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
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Oscilações da commodity repercutiram diretamente nas ações da Petrobras (PETR3; PETR4). Na B3, as ações ordinárias e preferenciais da estatal subiram 0,79% e 1,47%, respectivamente.
As ações da Vale (VALE3) também operaram em alta de 0,67%, após o minério de ferro encerrar a sessão desta sexta-feira em Singapura com valorização de 0,24%. O contrato futuro da commodity para novembro de 2026 fechou cotado a US$ 90,55 por tonelada.
Bolsas de NY em queda pressionadas pelo petróleo e receio com IA
No exterior, os investidores acompanham os índices de gerentes de compras (PMIs) preliminares de outubro nos Estados Unidos. Segundo a S&P Global, o índice composto, que agrega os setores de serviços e indústria, caiu de 58,4 em setembro para 57,6 em outubro. O resultado, porém, ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda a 57,3.
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Já o índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos, elaborado pelo Conference Board, caiu para 81,9 em setembro, ante 88,6 em agosto, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira.
Os indicadores ajudam a avaliar o ritmo da atividade econômica e as perspectivas para a inflação e os juros nas principais economias.
O Dow Jones teve queda de 1,24%, aos 52.214,63 pontos. O S&P 500 caiu 0,52%, aos 7.623,63 pontos, enquanto no Nasdaq a baixa foi de 0,21%, aos 25.955,34 pontos. Os Treasuries americanos também subiram.
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Ibovespa hoje enfrenta dia decisivo com inflação e último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Adobe Stock
A seguir, confira a agenda desta sexta-feira (23):
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